E enfim, consegui um tempo pra escrever a terceira parte… e, poxa, como eu queria ter colocado ele aqui antes, pra vocês todos poderem continuar a idéia da viagem que eu fiz…
Muito provavelmente este vai ser só mais um post.
Depois de mais de 1 mês e meio, eu também não posso reclamar.
Mas então vamos voltar no tempo.
A segunda-feira foi o dia pra ser o mais agitado de todos. Os principais blocos de carnaval(pra eles) iriam desfilar. Detalhe que existe uma certa rinha entre estes mesmos blocos… tudo alimentado pela sede política: Candidatos patrocinam, mesmo que seja por baixo dos panos, cada bloco, deixando ele mais bonito, com mais alegorias. Tudo pra chamar mais atenção. Por baixo dos panos que eu digo, tentar esconder né, por que no final todo mundo sabe quem apóia quem.
O primeiro bloco que sai no desfile é o laranja e preto, os Mal-ditos. Não me pergunte por que é esse nome. Tanto este quanto o nome do outro bloco, tem as suas origens… pura molecagens, se não me falha a memória. Sim, coisas de rodas de amigos, que acabaram virando destaque, e entraram na cultura da cidade.
Tenho de lembrar que eles também sentiram a falta do Leó. Ele ajudava muito os mal-ditos…
E… vocês vão ter de me perdoar, mas eu não sai neste bloco. Vou explicar:
Acordei praticamente, a base de empurrões e pressas. Sempre me acordavam assim lá, e confesso que é meio estressante, apesar de depois passar. Sim, sempre passava por que sempre eu ia pra algum lugar legal e nessa segunda não foi diferente: eu fui conhecer O Paraíso.
Talvez o lugar não tenha esse nome por causa da sua beleza. Eu pelo menos não atribuí esse nome pra aquele lugar por isso, apesar de eu achar um lugar demais de lindo. Me satisfiz com esse nome, pelo clima que o lugar oferece… calmo, limpo, relaxante. O tipo de lugar que todo mundo queria ter atrás da sua casa.
Um igarapé onde você consegui ver o fundo, os peixes nadando em baixo de você, com aquele tom castanho, que dava com os raios do sol. Segundo o pessoal que freqüenta lá, a água mais parece advinda de uma geleira, mas eu confesso a vocês que eu nem senti ela tãão gelada assim, por que o sol estava tão, mas tão forte, que ficar na água era o maior prazer de lá. Virar peixe literalmente.
Segundo as pessoas de lá, quando está na época de cheia, barcos entram pelo igarapé e toda a área de areia branca, fica inundada.
Ah, esqueci de falar que nessa época, alguns caçadores vão pra lá à noite, pegar poraquês. Sim aquele peixe que dá choque. Eles simplesmente se metem no igarapé, entre as árvores com óculos e arpôes. Eu fico pensando, esses caras devem ter um culhões muito grandes pra se meter ali de noite, daquele jeito. Além do poraquê, que só o fato de pegar choque na água não deve ser nada legal, existem outros animais… Como uma pequena grande menininha, chamada Jibóia. Vai entender…
A manhã foi bem divertida com a família! Recheada de água, todinho, picolé e muito bloqueador solar, chegou a hora de ir embora que nem percebemos… Fiz filmagens e tirei fotos que sem dúvidas não quero perder, apesar das lembranças daquele lugar ainda estarem bem frescas na minha memória. Espero continuar tendo elas assim.
A volta foi que nem na vinda: um aperto geral! Todo mundo na caçamba da pick-up! Cansados, queimados e com fome, chegamos em casa que nem gordinhos em dia de hambúrguer grátis na macdonalds…
O papo foi rolando depois do almoço, a preguiça dando, e foi se desenrrolando, e quando percebemos, estávamos atrasados pra sair nos mal-ditos. Detalhe que todos tinham comprado abadas pro bloco já. Um tremendo #Fail.
Acontece.
Acabamos de nos vestir, j[a com o abada do próximo bloco, também muito conhecido na cidade, chamado Os Abusadinhos. Sim, o nome do bloco também surgiu na mulecagem das rodas de amigos. Os Abusadinhos é praticamente uma cópia dos Mal-Ditos, e vice-versa, mudando somente a cor do bloco: Os Abusadinhos são amarelo e vermelho. E nesse bloco eu pulei! Haha, família lá do lado e as músicas feitas por eles mesmos que agitam o pessoal lá... gostei bem =)
Foi um dos dias mais... tranqüilos posso assim dizer.
A Terça-feira de carnaval foi uma coisa bem, bem legal. Era o dia em que o bloco Surucucu no Carnanhá ia sair. No carcanhá sou eu que chamo pessoal, na realidade é Surucucu no mocotó. O nome surgiu como nos outros, entre amigos, que ficavam brincando de dar sustos nas meninas da cidade, mais específicamente, apertando no calcanhar das pessoas.
O é concentrado por um grupo de amigos jovens até, mas tem um espírito bem carnavalesco. Não são bem marchinhas, mas o carnaval de épocas passadas onde, você pula, sujando os outros de maisena. Para as meninas frescurentas, isso é um problema, mas é bem divertido e quem não tá com espírito mais de carnaval, nem vai, o que no meu ponto de vista é muito bom. Afinal, carnaval não é toda hora, e quem quer aproveitar tem que aproveitar legal. =)
O bloco sem dúvida, o mais divertido (e longo) do ano. È o bloco em que tu diz “poutz, o carnaval acaba amanhã.” E acabaria. E chato por que eu não queria, no fundo que acabasse, não pelo fato de que eu iria ter de trabalhar, e voltar pro meu mund[inh]o, mas porque eu tinha comigo ali, uma parte da família que sinto falta…
A Quarta-feira tinha chegado. Nada eu podia fazer, a não ser arrumar minhas malas, e organizar a bagagem que eu tinha, na costa, e na cabeça de tanta idéia e coisas que eu vi, ouvi e refleti de lá.
Engraçado que eu to escrevendo isso de forma, do mesmo jeito que eu comecei esse texto, só que em épocas diferentes, de vôos diferentes, destinos diferentes. To esperando meu vôo em Manaus, praticamente 2 meses depois desse carnaval inteiro, e digo que me sinto exatamente do mesmo jeito, indo embora de lá. Triste. Mas no fundo eu to é feliz por ter passado o que eu passei em Terra Santa, do mesmo jeito que passei aqui em Manaus.
Sim, nem tudo foram flores pessoal, eu tive muitas coisas lá que não me agradaram tanto, assim como aqui em Manaus. Mas veja, nada material. Só… sentimentos e algumas idéias diferentes. Confesso também que to saindo daqui mais triste, do que saí de TS. Mas eu não vou ficar enchendo aqui das coisas que eu to pensando e sentindo agora, o post é sobre TS e de só de TS deve ficar. Quem sabe eu escrevo algo aqui sobre essa minha trip pra Manaus =)
Se essas coisas que mais me entristeceram ficarem melhor que coisas legais que vi e passei por aqui. E Olha que não foram poucos…
Fiz o caminho de Ida pra TS inteiro inverso agora, a estrada de terra, o porto, o aeroporto… e Devo falar: *@#@*&$& que o PA*@&# de cidade calorenta às 18h da noite (ou da tarde, enfim) pra se pegar um vôo. Meu, é MUITO calor! Parecia que o Sol ainda era de Meio dia…
Enfim o avião tinha chegado. O Aperto era o mesmo, o destino e o estress também.
Acho que não preciso dizer aqui, o balanço geral da viagem, por que eu tentei retratar aqui, ela toda, de pouquinho em pouquinho. Então acho que vocês já sabem a minha resposta.